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Atualidade  20 ago 2026

Portugal Digital Summit: Deep Tech entra no centro da agenda económica

A sessão de 22 de outubro dedicada ao tema “Deep Tech as the Next Engine of Economic Growth” coloca a Deep Tech no centro de uma discussão .

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Paulo Dimas, responsável pelo Center for Responsible AI, cofundador e CEO da Halo NeuroAI, parte de uma questão que ganha particular relevância para quem decide investimentos tecnológicos: porque poderá a Deep Tech tornar-se um novo motor de crescimento e que condições terão de ser criadas para que essa possibilidade se concretize.

A formulação é importante porque retira o debate de uma leitura exclusivamente tecnológica. A questão deixa de ser apenas saber que novas tecnologias podem ser desenvolvidas. Passa também por compreender de que forma empresas, investidores e políticas públicas terão de responder à sua evolução.

Para as empresas, a discussão coloca a Deep Tech não apenas como matéria de investigação ou inovação, mas como uma potencial componente da estratégia económica e tecnológica. Isto obriga a olhar para este domínio a partir de critérios empresariais, avaliando de que forma o desenvolvimento tecnológico poderá traduzir-se em capacidade de crescimento.

É também aqui que o tema se torna relevante para os responsáveis de tecnologia e de compras. Quando uma tecnologia começa a ser apresentada como possível motor económico, a decisão deixa de estar limitada à adoção de novas soluções. Passa a envolver escolhas sobre prioridades, investimento e posicionamento perante uma área tecnológica que poderá ter impacto sobre a organização.

A mesma lógica aplica-se ao investimento. A própria pergunta colocada pela sessão reconhece que o crescimento associado à Deep Tech não depende exclusivamente das empresas que desenvolvem tecnologia. O papel dos investidores surge como uma das condições necessárias para transformar desenvolvimento tecnológico em atividade económica.

Ao incluir a política pública no mesmo plano, o debate alarga-se ainda mais. A Deep Tech é apresentada como um tema em que as decisões empresariais, o capital disponível e a atuação pública terão de ser considerados em conjunto. Não se trata, portanto, apenas de acompanhar uma nova vaga tecnológica, mas de analisar as condições que poderão determinar a sua capacidade para gerar crescimento.

Esta perspetiva é especialmente relevante num mercado em que a tecnologia é frequentemente avaliada a partir de ciclos de inovação cada vez mais rápidos. A sessão propõe uma leitura diferente, centrada na ligação entre desenvolvimento tecnológico e criação de valor económico e naquilo que será exigido aos vários participantes desse processo.

A questão essencial deixada pela sessão é, assim, menos tecnológica do que económica: saber se empresas, investidores e política pública conseguirão criar as condições necessárias para que a Deep Tech passe de promessa tecnológica a verdadeiro fator de crescimento.

É nessa intersecção que se encontra o interesse do tema para os decisores empresariais. Mais do que antecipar uma conclusão, a discussão obriga a olhar para a Deep Tech como uma matéria que poderá exigir decisões coordenadas entre tecnologia, investimento e estratégia económica.

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